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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Resenha de Boteko #13: @PaoComVinaFC

Muito bem ousados e ousadas, nesta semana tivemos o nosso querido programa Resenha de Boteko pela Rádio Jornal Fênix. Acreditem ou não, chegamos a 13ª edição do programa (nós não acreditávamos). E nessa segunda, Vinícius de Moraes e Guilherme Moreira receberam nos estúdios o pessoal do Pão Com Vina FC, uma galera que tem um programa no Youtube sobre o futebol paranaense, tomam aquela bera como a gente e são ousados, assim como a gente. Nos estúdios o atleticano Adeh, o coxa Xermi e o paranista Celotas. Além disso tivemos a participação da ganhadora da promoção do Cd do Grupo Tentativa, Najla Beatriz nos estúdios e da jornalista Monique Silva, via Skype. Clique, ouça, curta, compartilhe, divulgue, cornete... Mas sempre com ousadia e alegria.

O programa Resenha de Boteko vai ao ar toda segunda-feira, ao vivo as 20h, na Rádio Jornal Fênix, com apresentação de Vinícius de Moraes e Guilherme Moreira.




Vina, Adeh, Xermi, Celotas e Cesinha no Resenha de Boteko do dia 02/08.

terça-feira, 26 de março de 2013

Como o Paraná Clube anulou o Coritiba

Paraná anulou Coritiba com formatação
ofensiva no Couto Pereira
Talvez nem os mais otimistas torcedores paranistas imaginavam ver o Paraná Clube atuando da forma que fez no primeiro tempo no clássico de domingo, no Couto Pereira. Desfalcado de Anderson, Gabriel Marques e Zé Luís, e com a notícia de que Toninho Cecílio, que tinha ido mal em jornadas anteriores, ia apostar novamente num 4-3-3, seria difícil acreditar. Ainda mais tendo laterais contestados e deficientes na marcação, um 2º volante que ainda não tinha mostrado a que veio jogando como 1º marcador no meio, além de dois garotos no ataque estreando em clássicos como profissionais. Isso sem falar no Coritiba, com orçamento superior, elenco estrelado e o diferenciado Alex.
Porém, o inesperado aconteceu. O desacreditado Paraná foi perfeito. Rolou até o popular ''nó tático'' de Cecílio em Marquinhos Santos. Carlinhos e Julio Cesar jogaram nas costas dos alas alviverdes, que não sabiam se marcavam os laterais paranistas, como manda o 3-5-2, ou pontas do Paraná. Além disso, os dois - abertos - deixavam a zaga de mano, com JJ Morales em cima do ultimo homem coxa, Pereira. Assim, Angelo e, principalmente Gilton, apoiaram com frequência.

Esquema 4-1-2-1-2 que colocou
o Coritiba no jogo novamente
Pelo meio, Alex não achou espaço entre Jr. Capixaba e Conceição, Borges entrou ainda no primeiro tempo e manteve o nível, ocupando Robinho na marcação também. Willian fechava o meio marcando Lucio Flavio, que abria muito bem os espaços. E o Paraná fez 2x0 logo no início, fora o baile.
No fim da primeira etapa, Marquinhos Santos tentou alguma coisa. Sacou Chico para entrada do meia Lincoln: fim do 3-5-2 para o 4-1-2-1-2, com Alex flutuando pelo meio como o extinto centroavante das antigas. Funcionou e o Coritiba empatou com dois cruzamentos pela esquerda da defesa paranista, em cima de Gilton. Só que Pereira aprontou e foi expulso.

Exposição alviverde sem recompor a
zaga após expulsão de Pereira
Atendendo ''pedidos'' de Lincoln e Alex, Marquinhos não fez nenhuma substituição. Não colocou nenhum zagueiro em campo, pois o Coritiba dominava naquele momento. Improvisou Willian na zaga com L. Almeida e abriu o time. Espaço esse que ficou claro quando o mesmo Willian errou na saída de bola e Rubinho, que tinha entrado para fechar o meio junto com Lúcio Flavio, dominou, avançou, pensou e, com toda calma e espaço, fuzilou Vanderlei. Placar final de 3x2 no que, para mim, foi o melhor jogo do Campeonato Paranaense até então.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Cupim em Metalúrgica?

Após o Coritiba massacrar o Rio Branco e o Londrina vencer o Paranavaí, o Paraná fechava a rodada contra o Arapongas pressionado, precisando de uma vitória para se manter na luta pelo titulo do primeiro turno.  Jogando pior e debaixo de muita chuva, abriu o placar num lance magistral de Lúcio Flavio logo no inicio do primeiro tempo. Mesmo com o Arapongas tendo mais volume de jogo, Aymen ainda ampliou a vantagem. Nesse intervalo de tempo, Toninho Cecílio já tinha começado a lambança que culminou no empate do time do Arapongas e praticamente acabou com as chances do time de Vila Capanema no primeiro turno.

Gabriel Marques novamente sentiu no intervalo e precisou ser substituído. E aí já vem a primeira falha. Cecílio armou o banco de forma errada (Marcos, Alex Bruno, Jr Capixaba, Welington, Rubinho, Aymen e Dudu), preterindo assim de um lateral de ofício (Ângelo) entre os suplentes. Optou por colocar Alex Bruno como terceiro zagueiro, destruindo o 4-2-3-1 e formando um 3-5-2 com um zagueiro sem ritmo e um atacante improvisado na ala da direita (Neverton).
4-2-3-1 utilizado com frequencia no Paraná.
Primeiro erro: 3-5-2 nunca utilizado.



Após a troca do contestado Luisinho por Aymen o Paraná fez o segundo gol. Eis que Neverton cansou e Toninho foi obrigado a mexer. E aí desandou de vez. Colocou o volante Jr Capixaba em seu lugar, deslocando Ricardo Conceição para a ala da direita e abrindo assim o meio. Afirmo isto porque ainda no gramado, perguntei para Baiano, em entrevista a Rádio Jornal Fênix, se a mudança para 3-5-2 facilitaram as coisas para o Arapongas. Ele categoricamente afirmou que sim e que a instrução do treinador era jogar nas costas da brecha aberta pela defesa sem sobra.


Mudança que abriu o meio para os gols de Baiano
Em 6 minutos, duas bolas nas costas de Alex Bruno e Alex Alves, e Baiano empatou o jogo. Um gol pelo lado direito e outro pelo lado esquerdo. E o Paraná praticamente dá adeus ao luta pelo turno. Cecílio começou o jogo com a vantagem de repetir uma escalação num jogo seguinte, o que não é fácil, e terminou com um time completamente desmantelado dentro de campo e de forma desnecessária.  E aí, pintam questionamentos: 
1- Se Conceição faz a lateral-direita, porque não improvisa-lo já no intervalo com a entrada de Capixaba e não desmontar o esqueleto que funcionava?
2- Se contra o Atlético no final do Brasileiro ano passado funcionou com Alex Alves na esquerda, porque não improvisar Alex Bruno na direita, já que queria reforçar a marcação?
3- Zé Luís não é mais um garoto, é um dos trintões da equipe. Porque não desloca-lo pra ala (já atuou assim no São Paulo) e assim, manter a pegada de conceição no meio?
4- Porque improvisar Neverton, que estava bem na sua posição para entrada de um jogador que é reserva no ataque? Não seria melhor o contrário?
5- O que acontece com Alex Alves? Tem sido facilmente driblado e ludibriado quando fica de mano com os atacantes.

E a ultima, que é mais um cornetada do que uma dúvida. Avisado pelo companheiro Guilherme Moreira, do site Redação em Campo, concordei com ele que Luís Carlos falhou no segundo gol. Alex estava no lance e ele já estava na marca do penalti. Não está na hora de efetivar Marco na meta Paranista?
Enfim, Toninho Cecílio vem se perdendo com as opções que tem em um elenco que lhe oferece boas opções. Como diz o ditado.. ''está mais perdido que cupim em metalúrgica''.