segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O ''novo'' Atlético e seus velhos erros!


Atlético estreou contra o Arapongas na Arena da Baixada e foi derrotado por 2x1 e jogando muito mal. Apresentou os velhos problemas do ano passado, que custaram a vaga na tão sonhada Libertadores. Sérgio Soares começou o ano com praticamente o mesmo time que encerrou o ano passado, mesma postura e estrutura tática. Apenas alterações de peças que, teoricamente, não iriam mudar tanto a caracteristica do furacão. Rafael Santos no lugar do transferível Rodolpho, Alê no lugar de Chico, e Madson no lugar do reserva Branquinho.
Guerron (7) só tem uma jogada pela direita. Todos sabem disso. Se dá certo, leva perigo, porém isso é raro acontecer. Madson (11) é rápido, habilidoso e tudo mais e só isso. Sucumbiu a marcação no primeiro tempo. Baier (10) ainda sentindo inicio da temporada, também não foi tudo isso, além de sua limitação física pela idade. Diniz (2) e Paulinho (6) também não foram eficientes no apoio. Já Nieto (9) tocou a primeira vez na bola só depois dos 25 minutos do primeiro tempo. Fim do primeiro tempo: 2x0 pro bom time do Arapongas. Ai Sérgio Soares tentou ajudar...
Antes mesmo do intervalo, Deivid já tinha saído para entrada de Branquinho (16). Baier recuou um pouco e no intervalo Ivan Gonzales (17) entrou no lugar de Guerron, pelo lado direito. Eu até então lembro do paraguaio rendendo melhor pela esquerda, mas Madson foi deslocado para aquele setor. Mudanças não surtiram efeito. Atlético fez o abafa, mas sem volume de jogo e sem criatividade. Branquinho pouco produziu, Baier longe de ser genial. As jogadas pelas laterais completamente nulas. Wescley (18) entrou depois no lugar de Nieto e não acrescentou nada. Sérgio Soares tem um longo trabalho pela frente.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O novo Paraná Clube!

Após mais de 6 meses sem atualizar meu querido blog por falta de tempo, empenho e alguma dose de preguiça, volto aqui e talvez numa nova fase do mesmo. A boa e velha Resenha vem com um olhar mais tático. Ou não, afinal bem longe de ser um Mourinho ou um PVC. E sem maiores blábláblá vamos ao tema inicial. O novo Paraná Clube de 2011 com Roberto Cavalo desenvolvendo trabalho inteiro, como sempre reivindicou. Observações, contratações, pré-temporada e etc. Como todo ano, o Paraná Clube formulou todo elenco, permaneceram apenas poucos remanescentes de 2010, fora a perda, até o momento, daquela que seria a principal arma e figura desse time, o garoto Kelvin. Após o amistoso de ontem com o Cerro Portenho, tentei adivinhar o time que Cavalo vê como titular e a que eu, humilde corneteiro, escalaria:


Paulo Henrique (2) e Henrique (6) apoiam com muita frequência e velocidade, porém são deficientes na marcação. Penso então que Cavalo deverá protege-los com 3 volantes. Javier (5) mais fixo, como cão de guarda mesmo. Alan (7) e Camargo (8) com maior liberdade para este último. Tai (10) deve ser o responsável pela ligação no meio com Paulo Matos (11) chegando ao ataque com Deivis (9) que foi o melhor no amistoso, juntamente com Rafael Vaz. Porém, como os laterais que na verdade são alas sobem demais, acho que a tendência é uma proteção com 3 zagueiros, como Cavalo jogou ano passado.


Aqui Javier perde a vaga Para Onildo (3) que entra pelo lado direito da zaga. Carlinhos (5) vira o homem da sobra e Rafael Vaz (4) ganha liberdade para avançar pelo lado esquerdo. Os alas ganham liberdade para jogar, Alan (8) ficaria mais na proteção da zaga. Essa talvez seja a tendência se a zaga ficar vulnerável com apenas 2 zagueiros. Porém, o meu time não seria nenhum desses...


O esquema mais atual e completo do momento seria o utilizado por mim no atual Paraná Clube. Um 4-2-3-1 muito utilizado na Copa da África e na Europa. Entra o garoto Luizinho (11) pela direita, que foi foi muito bem na segunda parte do amistoso, e o também garoto Maicon (7) pela esquerda. Com velocidade suficiente para sempre chegar a frente e colocar Deivis (9) em condição de marcar. Tai (10) fica centralizado como homem de meio campo, responsável pela distribuição das jogadas. No meio, Alan e Camargo teriam que apoiar com menos frequência assim como os laterais. Sei que pode parecer loucura, mas pelo que vi no amistoso contra o Cerro, pra mim esta é a melhor formação. Mais técnica e mais veloz que o tradicional 4-4-2. Apenas uma idéia.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O que é que a Holanda tem?

Brasil e Holanda de enfrentam amanhã as 11hrs ( Brasilia) pelas quartas de final da Copa do Mundo da Fifa, em Porto Elizabeth, na Africa do Sul. E plagiando a famosa estrofe da música da nossa eterna rainha do rádio, Carmem Miranda, coloco em pauta o assunto em debate nos últimos dias: O que é que a Holanda tem? Do que ela é capaz? Hoje pela manhã em um noticiário televisivo um repórter falando diretamente do local do jogo, afirmou categoricamente ‘’Se marcar o Robben e a única jogada que ela tem, o time deles se torna mediano’’.
Mas será mesmo? Pessoalmente não concordo, e não concordo por muito. O camisa 11, Arjen Robben do Bayern de Munique, pode ser sim colocado como o melhor jogador e principal estrela da Laranja Mecânica, mas há vários outros jogadores que não me surpreenderiam se ganhassem respectivo titulo.
Ao seu lado no meio-campo, por exemplo, temos vestindo a camisa 10, Wesley Sneijder, um dos principais jogadores na conquista da Champions League pela Inter de Milão. Extremamente rápido, habilidoso, com grande qualidade no passe e em lançamentos de longa distancia, precisa apenas de um mínimo de espaço para deixar um companheiro na cara do gol, ou ele mesmo decidir a jogada, pois também finaliza muito bem.
No ataque temos Dirk Kuyt, do Liverpool, não tão habilidoso quando os já citados, mais compensa com sua explosão física, movimentação incansável, e oportunismo, bom posicionamento, hora aberto nas pontas, hora centralizado. Fechando o ‘’quadrado’’ ofensivo holandês, temos Robin Van Persie, estrela do Arsenal da Inglaterra. Com uma rapidez impressionante, inteligente, muito habil e enorme categoria em seu pé esquerdo. Finaliza bem, e também sabe servir aos companheiros.
Dos quatro citados, Robben, Sneijder e Van Persie são exímios cobradores de faltas. Como opção no banco as opções também são de muita qualidade, como o Elia do Hamburgo, Babbel do Liverpool, Huntelaar do Milan, além de Van der Vart, meia do Real Madrid, uma espécie de 12° titular, de muita qualidade técnica. Aliando esse poder ofensivo eles tem dois volantes de qualidade como o experiente Van Bommel e De Jong.
Observamos que o ponto fraco holandês seja a defesa, que não conta com craques como o ex-jogador Jaap Stan e o goleiro Van der Sar, que decidiu não atuar mais pelo selecionado holandês. O substituto do goleiro do Manchester, Stekelenburg, passa confiança e tranqüilidade no gol, e a defesa ainda conta com e experiência do lateral esquerdo Van Bronckhorst, com muitos anos e vários títulos pelo Barcelona, hoje atuando pelo Feyenoord.
Vale ressaltar que até agora, a defesa holandesa tomou apenas dois gols na copa, sendo ambos de pênalti. Pelo visto, a Holanda tem, e muita, condição de vencer o Brasil amanhã. A nós resta apenas torcer para que a Seleção brasileira esteja num dia inspirado e desenvolva um bom futebol, pois é jogo tem tudo para ser memorável.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Momentos iguais e situações diferentes

Domingo, às 11h, todos nós amantes do futebol estaremos congelados em frente à televisão. Já pelas oitavas de final da Copa do Mundo, irão se defrontar duas das seleções que chegaram como favoritas ao mundial, Inglaterra e Alemanha. É certo que nem uma das duas realmente empolgou nesta copa, salvo a exceção da Alemanha na sua estréia em que venceu a Austrália por 4x0, mas com o fator de ter atuado boa parte do jogo com um a mais em campo. Analisando as duas seleções observamos momentos parecidos mais em fases diferentes. O English Team muito badalado até o inicio da competição não empolgou. Se classificando em segundo no Grupo C em que o líder é a seleção dos Estados Unidos. Do ponto de vista técnico, a seleção inglesa tem jogadores de qualidade técnica indiscutível e consagrados em seus clubes. Astros como Frank Lampard, Steven Gerrard, Ashley Cole, John Terry, são de uma geração que vê nesse mundial a ultima chance de realmente fazer algo pela seleção, já que não conquistaram nada pela seleção da terra da rainha. Aliados a qualidade e juventude do astro Wayne Rooney, e do bom lateral Glen Johnson, não conseguiram fluir o tão esperado futebol apresentado na Barclays Premiere League, a primeira divisão do campeonato inglês. E justamente aí está o problema. Os principais clubes do campeonato inglês tem poucos ingleses como principais jogadores, e os que tem foram citados acima. O Arsenal, de Londres, freqüentemente entre os finalistas da Champions League e Favorito ao titulo nacional não tem NENHUM inglês como titular absoluto da equipe. Como exemplo claro disso podemos observar o problema no gol inglês. Chelsea, Manchester United, Arsenal e Liverpool têm goleiros estrangeiros como titulares e até como seus reservas imediatos. David James, o titular no momento, há tempos é contestado, e é goleiro do Porthsmouth, clube que foi rebaixado com várias rodadas de antecedência nesta temporada. No ataque à mesma situação. Tirando Rooney, como principais atacantes dos clubes ingleses observamos Drogba e Anelka pelo Chelsea, F. Torres pelo Liverpool, Van Persie, Arshavin e Bendtner pelo Arsenal. Assim, há tempos Fabio Capello encontra problemas com a camisa 1 e com o companheiro ideal de Rooney.
Já a seleção alemã está num momento mais avançado com relação a essa transição de gerações, mais também com um futebol sem empolgar. Com a lesão do ex-capitão e caricatura de craque Michael Ballack, o técnico Joachim Löw se viu obrigado a escalar jovens promessas como Thomas Muller e Özil. Em conjunto com os já tarimbados Lahn, Schweinsteiger e Podolski mostram sinais de que podem mostrar um futebol até melhor do que o esperado com a formação original, mas talvez ainda por falta de entrosamento, ou ainda sentindo o clima e a pressão da copa o futebol ainda não encaixou. Uma pena para as duas equipes e para nós apaixonados pelo bom jogo, que não haverá mais tempo além de domingo para que as duas se acertem. Apenas uma continua, enquanto a outra ficará apenas na lembrança. E provavelmente uma lembrança não tão boa quanto à esperada.

domingo, 20 de junho de 2010

O Brasil que não parece Brasil.

E o Brasil venceu sua segunda partida na Copa do Mundo da África. Um 3x1 contra a Seleção de Costa do Marfim. Aí a gente observa o placar e imagina que a Seleção jogou bem, pressionou a seleção africana. Mas não foi isso que se viu, principalmente no primeiro tempo. O time de Dunga começou o jogo com o mesmo futebol pragmático de sempre. A dupla Gilberto Silva – Felipe Melo Não consegue dar ritmo a saída de jogo da Seleção. Lentos, sem técnica, e sem os principais fundamentos para um volante como a qualidade no passe, a visão de jogo, o dinamismo do futebol brasileiro acaba empacando na falta de recursos da dupla brasileira. Assim Costa do Marfim se mostrava mais perigosa, dominando o jogo, até que o futebol armou das suas. Robinho, apagado no jogo, domina uma bola toca para Luis Fabiano, este que por sua vez de calcanhar ajeita para Kaká e sai para receber na frente. O camisa 10 com grande visão coloca o Fabuloso na cara do gol marfinense, e esse sem dó estufa o goleiro Barry, abrindo o placar e acabando com o jejum de seis jogos sem gols pela Seleção Brasileira. E mesmo após o gol o Brasil não conseguiu dominar o jogo como a torcida espera. Veio o intervalo e a seleção africana esqueceu-se de jogar futebol. Drogba estava pouco inspirado, Yaya Touré de preocupado mais em provocar Kaká do que em jogar. Mais nem deu tempo de nada. Luis Fabiano, numa jogada em que ele conseguiu juntar a genialidade de Pelé com a malandragem de Maradona, fez um golaço. Após dividida pelo ar em que já houve um toque com a mão na bola ele aplicou dois chapéus em seqüência em Zokora e Kolo Touré, e após ajeitar a bola claramente com mão, fuzilou o goleiro e decretou o 2x0 no placar. O Brasil continuou no seu ritmo tentando criar jogadas, quando Kaká apareceu pela esquerda, e serviu Elano que teve o trabalho de apenas colocar a Jabulani no fundo das redes dos marfinenses. A partir daí o time de Dunga começou a gastar a bola, e a seleção de Sven-Goran Eriksson a ser mais ríspida em divididas de bola. Numa mais forte, Elano sofreu entrada criminosa de Tioté e precisou ser substituído. Nem mesmo o gol de Drogba no finzinho mudou o panorama do jogo, que já estava decidido. Como ponto negativo fica a expulsão de Kaká que vai desfalcar o Brasil no jogo contra Portugal.