sábado, 15 de setembro de 2012

Ricardinho está certo?

Ricardinho pediu a conta. E eu, como muitos fui pego de surpresa, pois sai do estádio e quis me desligar momentaneamente para esfriar a cabeça. Aí recebo uma mensagem do meu amigo Samuel.. ''deu merda pia''.. Eu, sem saber, respondi que o Paraná tinha empatado. Ele me alertou ''Não, ele pediu a conta''. Corri pro Twitter e tentei entender. Até agora não consegui. Ouvi a entrevista de Celso Bittencourt e Alex Brasil. Ambos surpresos, desnorteados com o pedido de demissão. Toda a torcida está. 

Particularmente, eu já tinha notado comportamento duvidoso de alguns jogadores. E tivemos o exemplo claro recentemente no Coritiba, onde os próprios jogadores derrubaram Marcelo Oliveira. Jogador é uma das classes que quando se une, faz estrago. Quando querem, conseguem um título impossível, ou jogar todo um trabalho no lixo. O Paraná parou de jogar faz tempo. Jogadores importantes do plantel e chaves na campanha que era relativamente boa até uns 8 jogos atrás, foi por água abaixo.

Paulo Henrique não foi pro Vasco, parou de jogar. Anderson acha que joga mais do que realmente joga. Fernandinho, que se acha o Roberto Carlos, perdeu a posição na lateral e começou a amarelar. Zé Luís pipocou contra o Atlético e ficou maguadinho por sair ao 30'' do 1º tempo. E por aí vai. Welington parou de chegar quando Lúcio Flávio chegou e pegou a 10. E Lúcio Flávio? O que fez até agora? Deu discurso bonita na apresentação, e quis ir pra Portuguesa. SÓ! Enquanto isso o Paulo Baier desequilibrando no Atlético. Idade pesa né Lúcio/Fernandinho/Zé Luís/ Anderson? E Alex Bruno, lembram dele? Lesão simples contra o Palmeiras.. em MARÇO! Saiu agora do DM. E o Arthur? VIP na WS. WS, Wellington Silva... melhor não começar... Ahn... não dá pra ir citando um por um aqui. Talvez mais pra frente.

Mas penso que Ricardinho agiu errado. Ele não devia ter cedido a TRAIRAGEM que parte do elenco vinha fazendo. Porém pela inteligencia, índole, caráter, e respeito pela camisa, instituição e torcida tricolor, ele preferiu sair. Para mim, seria muito melhor que Ricardinho chegasse amanhã, ou domingo e numa coletiva, juntamente com TODA a diretoria, anunciasse que estaria afastando, sei lá, 10 jogadores. Explicasse o motivo e falasse "Agora tenho esses aqui, Alex Alves, Luisinho, Alisson, etc etc.. e mais esses que subiram da base. É com eles que vamos até o fim. E com eles vamos lutar pra permanecer na Série B." Tenho certeza que se o pior acontecesse, a torcida iria apoiar a luta, o empenho, a determinação em superar as adversidades. Por isso, acho que Ricardinho poderia ter esperado e esfriado a cabeça. É um excelente treinador e vai ser um dos melhores do Brasil. Mas poderia ter esperado. A situação estava ruim com ele, poderá ficar pior sem ele, já que o clube está completamente sem rumo agora. É... Apelar pros Deuses do futebol, porque se depender de alguns (maioria) jogadores, complicou.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Noite dificil...

Um post na adrenalina do jogo sempre é arriscado, mas vamos aproveitar a empolgação e a falta de sono.

Paraná jogou seu segundo jogo em casa e ainda não venceu. Não é motivo para terrorismo, mas sim para preocupação e reflexão. 

Ricardinho tem muitos méritos na formação do elenco, e do time coeso que o Paraná Clube tem hoje. Só que, como todo mundo, comete erros. E na minha visão essa escalação do jogo contra o América-MG está equivocada. Luisinho foi o melhor jogador do Paraná no começo da temporada jogando como meia, ou atacante aberto. Nesses dois jogos atuou como segundo atacante, ao lado de Arthur, de costas para o zagueiro. Rendeu pouco, sendo escolhido por alguns veiculos como pior da partida contra o Guarani. Luisinho é rápido, habilidoso, incansável. Mas tem que jogar de frente, conduzindo a bola. Packer se redescobriu como segundo volante. Está jogando como meia e voltou a ser jogador comum que já conhecemos. E hoje ele errou na formação do banco. Levou Hugo e Douglas, dois atacantes de referencia e nenhum de velocidade. Como Luisinho estava mal, Elias ou Diego seriam opções perfeitas, mas não estavam relacionados. E pra fechar, posso me enganar e tomara que me engane, mas o Maicon não dá. 

quinta-feira, 10 de maio de 2012

A Derrota Mais Dura

Perder eh péssimo. Claro, há derrotas de vários tipos, ainda mais no futebol. Porém a derrota que mais dói eh aquela que você perde para você mesmo. E foram essas as duas que o Paraná Clube sofreu para o Palmeiras na Copa do Brasil. Por isso mesmo não vejo motivo pra pânico nem desespero após esse jogos. O time eh bom, foi testado e dá mostras que briga pelo acesso no Brasileirão e leva o Paranaense sem sustos. Porém eh preciso trabalhar os jogadores para que erros assim não ocorram mais. Pra você entender melhor, vamos a eles:
1 - Primeiro gol na Vila Capanema: Diego Alemão entra nervoso, entrega uma bola no meio, eh feita a falta. Na cobrança, Assunção bate e Tiago Rodrigues falha (foi perfeito em todo restante do jogo).
2 - André Vinícius tenta proteger e afastar sem sucesso uma bola na lateral. Toca para Alemão no meio da área, que perde o domínio e faz pênalti bobo.
Na Arena Barueri:
1 - Falta lateral, jogada no segundo pau, Paulo Henrique fica marcando a bola e Mazinho conclui sozinho.
2 - Wellington erra passe bobo no meio, enterrando a bola com a defesa desarmada, Mazinho recebe, André Vinícius só cerca e o palmeirense chuta de fora da área.
3 - Cruzamento vindo da esquerda, Cambará e Fernandinho ficam marcando a bola e deixam Valdivia sozinho para marcar.
4 - Packer tenta tocar de cabeça para Alex Alves no círculo central e entrega no peito de Maykon Leite, que arranca sem ninguém pela frente e faz o gol.
Falhas bobas que me fazem concluir que o Paraná perdeu para ele mesmo. O que me preocupa eh que no jogo em São Paulo quem errou foram os experientes, e não os garotos. Porém como eu disse, foi um grande teste, jogou de igual pra igual com um time da primeira divisão (que brigará pra não cair caso não se reforce). Vida que segue.

*Peço desculpas quanto a acentuação, celular não colabora nesse sentido.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Na História

Presenciei grandes acontecimentos ao longo da minha vida na Vila Capanema. A lembrança mais antiga e clara que tenho por exemplo é o titulo de 1993, num jogo contra o Matsubara, em que o Tricolor venceu por 3x0 (Se errei o placar, perdoem. Não consultarei o Google pra depois ficar fazendo propaganda da minha ''memória''). A torcida invadindo o campo, Adoílson tendo que deixar todo seu uniforme para a torcida e por aí vai. São tantas que não caberia espaço para ficar relembrando cada momento aqui. Hoje presenciei mais um grande momento.

A estréia do Paraná na 2ª Divisão do Paranaense não deixa de ser um marco na história do clube. O próprio Ricardinho já reiterou isso. É para ser a retomada da grandeza do Paraná Clube no cenário estadual e no nacional consequentemente. E não foi diferente do que se esperava. Os 5.005 presentes no estádio presenciaram o tricolor atropelar o Junior Team, de Londrina. 

No sexto jogo do time de Ricardinho, já percebemos características e virtudes. É um time rápido, ofensivo, que gosta de tocar e ter a posse de bola. E vários momentos contra o Palmeiras isso foi perceptivo e contra o Jr Team ficou claríssimo. Os gols foram fruto de jogadas trabalhadas, futebol solidário, coletivo. Lembrou o Paraná dos velhos tempos, o Paraná de Ricardinho na década de 90. O Paraná que Ricardinho quer que seja o dele agora também. Já entrou pra história uma vez, quer fazer parte dela novamente. E os jogadores, estão querendo o mesmo.

*****

Cambará caiu como uma luva no meio. Poder de marcação, qualidade no passe, saída de bola e velocidade. Grande dupla com Packer. O mesmo deve acontecer com Amarildo na zaga. Problema bom para Ricardinho quem tem Alex Bruno e André Vinícius como titulares. Wellington também voltou e será o dono da 10. Wendel foi bem, mas não convenceu. Será opção, e boa no banco.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Apenas derrotas

Essa ultima semana nos deu lições no futebol. Claro, os mais experientes e rodados não devem ter se surpreendido tanto. Mas pela euforia da maioria que torcia contra e riu com as duas derrotas do Barcelona para o Chelsea e para o Real Madrid, e com a desclassificação do time catalão após o empate hoje no Camp Nou, só nos vem mostrar o quanto é apaixonante o futebol e o quanto aprendemos com ele, quando achamos que já vimos tudo. Nunca, nenhum time será invencível no futebol. E nem o time perfeito. Esse Barcelona já mostrou defeitos em outras oportunidades. São poucos, são raros, mas acontecem. Contando ainda com jogos não tão inspirados de Messi, e com um time qualificado, experiente do outro lado, o resultado não é tão surpreendente se for analisar bem. O surpreendeu talvez foi a forma que o Barcelona se comportou quando esteve correndo contra o tempo em desvantagem. O toque de bola e as tabelas rápidas deram lugar ao desespero e a bola aérea. Keita entrou para tentar o gol de cabeça, assim como em 2010, Piqué fez esse papel na eliminação frente a Inter de Milão também no Camp Nou. Explorar espaços, atacar na hora certa, saber tirar o máximo da característica de cada jogador que você tem no seu plantel. Analisar pontos fracos do adversário, mesmo que seja um só. Contar com a sorte, contar com o regulamento. Alguns dos fatores preponderantes para a classificação dos ''blues'' hoje. Quanto ao Barcelona? Apenas mais uma derrota, mais uma desclassificação. Crise vem e vai. Não deixam de ser o melhor time do mundo. Serão questionados, podem até perder o posto. Mas mesmo assim é só uma derrota, é futebol, é apaixonante. 

***** 

Ramires merece um caso a parte. É indispensável ao Chelsea e ao esquema de Di Matteo. Porém não como aquele volante que saiu do Cruzeiro e jogou a Copa de 2010. Ramires com o time londrino com 11 em campo em condições normais jogava como atacante pela esquerda, num 4-3-3 disfarçado em que ele acompanhava Dani Alves o jogo inteiro. Jogou demais os dois jogos. Assistencia pro gol no primeiro jogo, e um GOLAÇO no segundo jogo. Ramires não tem sido chamado por Mano Menezes. O que é errado. Jogando o futebol que está jogando, não pode ficar de fora.